quarta-feira, 19 de abril de 2017

Um ano de golpe. Um ano de retrocesso.

Nesta semana, o dia 17 de abril marcou  um ano de golpe de estado , golpe esse que destituiu de seu cargo a presidenta Dilma Rousself, eleita democraticamente em 2014. O impechemant armado pelo legislativo com o apoio do judiciário e da mídia, trouxe ao poder um governo ilegítimo e que ao longo do mandado vem acumulando retrocessos e tirando diversos direitos sociais.
Um ano de golpe, trouxe para o Brasil um grande atraso, começando pela economia que atualmente só visa beneficiar os grandes empresários. Além do país ao longo desse ano está perdendo seu prestígio na economia internacional, voltando a ser  dependente dos países ditos de primeiro mundo. E antes encontrava-se ativo no mercado econômico, podendo citar como exemplo sua atuação nos BRICS.
O plano do governo golpista é  abrir à economia brasileira para o capital estrangeiro e desvalorizando assim,  as empresas estatais. Um  exemplo a ser citado é  a Lei do Pré Sal que permite que empresas estrangeiras explorem o petróleo do país e não dando essa exclusividade para Petrobrás.
Transformar o Estado em Estado-mínimo é uma das metas desse governo, com isso vem precarizando o serviço público, cortando investimentoS e abrindo espaço para a privatização. A terceirização que foi aprovada recentemente vem para englobar toda essa meta.
Diversas secretarias importante de combate as diversas formas de opressões e emancipação de diversos grupos sociais, como a de Igualdade Racial (SEPIR) e Mulher (SPM) foram extintas Lembrando que foi apenas um ano e o que vem daqui pra frente não é nada animador. O projeto de um país que desenvolva e melhore a vida da população vem afundando a cada dia e daqui pra frente a meta é atender as elites e o mercado internacional.
A Reforma da Previdência vem para acabar com a dignidade de todo trabalhador brasileiro, fazendo que o mesmo tenha que trabalhar quase até o final da vida pra obter a aposentaria que é antes de tudo um direito, depois de anos de contribuição.
A mobilização e resistência, liderada pelos movimentos sociais espalhados por todo o Brasil vem contribuindo para mostrar a verdadeira face desse golpe que aconteceu para servir os interesses de uma minoria corrupta. Será  necessário muita luta e resistência popular para lutar contra todos esses retrocessos e tirar esse país da lama.
 E sobre Dilma¿ Retirada de seu cargo sem crime que a condenasse, vem denunciando o golpe em vários países e pode ter certeza que ficará para a história, lutando mais uma vez para trazer de volta ao país à democracia.


FORA TEMER!


Karlinha Ramalho

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Sobre abusos e relações...


Quando percebemos que estamos em um relacionamento abusivo? Quando ele acontece?

São questionamentos difíceis de responder, mas são situações que acontecem cotidianamente na vida de muitas mulheres e que deixam grandes sequelas em suas histórias.
A violência contra a mulher é algo que vem sendo amplamente discutido nos últimos dez anos, graças  a Lei Maria da Penha, no entanto, essa realidade de violência, ainda encontra-se  longe de ser transformada.  Todos os dias nos noticiários ou com pessoas próximas, fica-se sabendo de casos de violências contra mulheres.
 Algo importante a se debatido atualmente é sobre relacionamentos abusivos, onde se tem inicio uma série de violência contra a mulher, não só a física, mas também a psicológica. Nesta semana, o Brasil pode presenciar um exemplo de relacionamento abusivo que aconteceu no Big Brother Brasil e que levou a expulsão de um participante por agressão.
Pode-se perceber nessa situação que ocorreu no reality show, como os relacionamentos abusivos se iniciam. Desqualificar a pessoa com quem está ao lado é uma das principais características de um relacionamento abusivo, afetando diretamente sua autoestima. E era isso exatamente que o participante Marcos começou a fazer com a participante Emilly, até gerar uma agressão contra a jovem e  mesmo com todas as afirmações, ela ainda sentiu-se culpada pela expulsão do rapaz. É evidente que a mesma encontra-se com a autoestima muito abalada e que todas  as ações do agressor contribuíram para que ela se culpabilizase pela situação.
Fazer a mulher pensar que não terá mais chance de viver uma relação e que se for abandonada irá ficar sozinha por um longo tempo e o medo da solidão, também são grandes fatores que fazem com que mulheres continuem em relações abusivas.
Deixar que a mulher sinta-se culpada ou errada em seus atos e pensamentos, também é outro indício. Para isso, usa-se um termo em inglês chamado, gaslighting. Outro fator a se lembrar é o controle sobre à vida da mulher, tanto em relação as roupas, gostos  ou escolhas. Muitas mulheres em uma relação abusiva,  deixam de frequentar lugares ou fazer certas coisas, para não desagradar o parceiro.
Há também a questão de não respeitar o momento da mulher, principalmente na hora do sexo, quando a mulher se diz indisposta, mas se ver obrigada a agradar o parceiro, para não gerar uma briga ou algum abandono.
Esses são só alguns exemplos. É importante lembrar que uma relação é feita de companheirismo, onde um anda ao lado do outro e que  quando acontece alguma dessas coisas citadas acima, com certeza é um relacionamento abusivo. Vamos ficar atentas e alertar nossas companheiras para que se livrem desse tipo de relações. E o mais importante: Denunciem, amem-se e  fortaleçam. umas  as outras. Juntas somos fortes!


Karlinha Ramalho

domingo, 2 de abril de 2017

O que é ser bandido?

Nestes últimos dias, a mídia vinculou fortemente a saída do goleiro Bruno da prisão, o goleiro recebeu um  habeas corpus para responder em liberdade o crime de homicídio triplamente qualificado. No entanto, o que espanta, são todos esses holofotes dados pela sua saída, principalmente pelo fato do mesmo  ter recebido diversas propostas de times, para voltar a jogar  e fechado contrato com o time Boa Esporte, além de  ter saído da prisão de mão dadas com sua esposa.
Acredita-se que quando alguém vai preso, o maior objetivo da prisão, não é só a punição, mas sim a ressocialização ( o que não acontece) e que a chance de  recomeçar, depois de cumprir uma pena é um direito( o que não é o caso, pois o goleiro não cumpriu nem metade da pena).A questão é que enquanto todas as noticias enfatizam o retorno do goleiro Bruno ao futebol, mas uma vez, fica uma sensação de impunidade em relação a  Eliza Samudio, que foi assassinada e até hoje  seu corpo não  foi encontrado. Seu assassinato continua em segundo plano em toda essa história, desde a época que ocorreu o crime, onde ela  foi subjulgada  no período de investigação do caso, quando  a mídia tentou desqualificá-la, por conta de suas escolhas.
É interessante observar que, muitos dos que defendem uma nova chance ao goleiro, são os mesmo da turma do “Bandido bom é bandido morto”... Mas o que é ser bandido hoje em dia, afinal¿ Alguém que comete um crime de tamanha crueldade contra mãe do seu filho, não é considerado bandido, então? Até o próprio Bruno se pronunciou em uma entrevista, dizendo: “Não sou bandido”. Não é bandido, mas assassinou uma mulher. Como podemos chamá-lo, então¿ Tudo isso apenas reflete como os casos de feminicídio no Brasil ainda são tratados de maneira banal. Assim como Eliza Samudio, vários casos de mulheres continuam sendo tratados da mesma forma, ou até pior, pois são com pessoas desconhecidas e o caso de Eliza ganhou visibilidade, por conta da fama do goleiro.
No Brasil, são assassinadas em média, 13 mulheres por dia(Atlas da Violência 2016) e com uma Lei do Feminicídio (13.104) aprovada desde 2015, as mulheres ainda são obrigadas a se deparar com situações como a saída  do goleiro Bruno da prisão. Vale lembrar que para todas as mulheres vítimas de feminicídio, não há possibilidade de “segunda chance”.
(Em memória de Eliza Samudio)

Karlinha Ramalho

Fontes: